Zero Trust é um modelo de cibersegurança baseado num princípio simples: nenhum utilizador, dispositivo, aplicação ou rede dever ser considerado automaticamente seguro.
Em vez de assumir que tudo o que está dentro da rede da organização é seguro, o modelo Zero Trust exige verificação contínua antes de conceder acesso a sistemas, dados e aplicações.
Na prática, significa que cada pedido de acesso deve ser validado com base em fatores como identidade, dispositivo, localização, comportamento, permissões e nível de risco.
Durante muitos anos, a segurança informática baseou-se no conceito de perímetro.
A organização protegia a sua rede interna e considerava que tudo o que estava dentro dessa rede era confiável. O que estava fora era tratado como potencialmente perigoso.
Este modelo tornou-se menos eficaz com a evolução dos ambientes digitais.
Hoje, as organizações utilizam cloud, aplicações SaaS, trabalho remoto, dispositivos móveis, fornecedores externos e equipas distribuídas por diferentes localizações. Os dados já não estão concentrados apenas dentro de uma rede interna.
Por isso, proteger apenas a fronteira da organização deixou de ser suficiente.
O modelo Zero Trust funciona através da verificação contínua de acessos.
Sempre que um utilizador ou dispositivo tenta aceder a um recurso, o pedido deve ser analisado antes de ser autorizado.
Esta análise pode incluir:
O objetivo é garantir que apenas os acessos necessários, legítimos e controlados são permitidos.
1. Verificar sempre
Nenhum acesso deve ser aprovado automaticamente.
2. Aplicar um menor acesso
Cada utilizador deve ter apenas as permissões necessárias para desempenhar a sua função. Isto reduz o impacto caso uma conta seja comprometida.
3. Segmentar acessos
O recursos devem estar separados por níveis de acesso e apreciação. Desta forma, mesmo que um acesso seja comprometido, a motivação dentro do ambiente fica limitada.
4. Monitorizar continuamente
As organizações devem acompanhar padrões de utilização, tentativas de acesso, deteção de atividades suspeitas e alterações de risco.
5. Proteger dados e aplicações
Zero Trust não se aplica apenas à rede. Também deve proteger dados, aplicações, dispositivos, identidades e ambientes cloud.
Zero Trust não é uma ferramenta única.
É uma abordagem de segurança que combinada políticas, processos e tecnologias para controlar acessos de forma mais rigorosa. Pode envolver autenticação multifator, gestão de identidades, controlo de acessos, segmentação de rede, monitorização contínua, proteção cloud, deteção de ameaças e análise comportamental.
O mais importante é que estas medidas funcionem de forma integrada.
A adoção de uma abordagem Zero Trust ajuda as organizações a:
A implementação de Zero Trust deve ser feita de forma digital.
O primeiro passo é compreender a realidade da organização: utilizadores, dispositivos, aplicações, dados críticos, permissões existentes e principais riscos. Depois, é possível definir políticas de acesso, reforçar a autenticação, rever permissões, segmentar recursos, monitorizar atividades e melhorar a capacidade de resposta.
A implementação não deve começar pela tecnologia. Deve começar pela análise dos riscos e dos acessos existentes.
A ORBCOM apoia organizações na definição e implementação de estratégia de cibersegurança alinhadas com a sua realidade operacional.
Através de serviços especializados de cibersegurança, networking, cloud, infraestrutura, consultoria tecnologia e desenvolvimento à medida, ajudamos empresas a reforçar o controlo de acessos, proteger dados críticos e melhorar a sua capacidade de resposta.
Um estratégia Zero Trust bem implementada permite reduzir risco, aumentar a visibilidade e proteger melhor utilizadores, aplicações, dispositivos e informação sensível.
Fale connosco através de info@orbcom.pt.
O caso de acesso indevido a dados de utentes do SNS demonstra a importância de controlar credenciais, permissões e acessos em organizações que gerem informação sensível. Uma credencial comprometida pode permitir acessos indevidos a dados críticos, sobretudo quando não existe monitorização adequada ou visibilidade sobre quem consulta a informação.
As credenciais comprometidas podem permitir acessos aparentemente legítimos a sistemas internos, expondo dados pessoais, informação de saúde, processos internos e serviços essenciais. Este tipo de acesso é muitas vezes difícil de detetar de imediato, aumentando o impacto potencial de um incidente de segurança.
A cibersegurança afeta diretamente a continuidade dos serviços, a proteção dos dados dos cidadãos, a confiança pública e a capacidade de resposta das organizações. Por isso, deve ser encarada como uma prioridade estratégica e operacional, e não apenas como uma responsabilidade tecnológica.
Não. A segurança não depende apenas da quantidade de tecnologia implementada. Sem integração, monitorização, controlo de acessos e processos bem definidos, uma organização pode continuar vulnerável mesmo utilizando várias ferramentas. A visibilidade e a governação são fatores essenciais para reduzir riscos.
As entidades públicas podem reforçar a sua postura de segurança através de controlo de acessos, autenticação multifator, gestão de permissões, monitorização contínua, proteção de endpoints, segurança cloud, deteção de comportamentos anómalos e formação regular das equipas. A rastreabilidade dos processos também é fundamental para prevenir e responder a incidentes.
A ORBCOM apoia entidades públicas através de serviços de cibersegurança, cloud, infraestruturas, networking, consultoria tecnológica e desenvolvimento à medida. Disponibiliza ainda soluções como o JAT Fleet, para gestão de frotas, o JAT Center, para centralização de comunicações e atendimento, e o Rolling Legal, para gestão de processos jurídicos. O objetivo é aumentar a segurança, a eficiência operacional e a capacidade de resposta das organizações.
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