NIS2

NIS 2. Sabe quais devem ser os próximos passos?

 

 

 

A sua organização já conhece os requisitos da NIS2, mas sabe o que deve fazer a seguir e quais as medidas que merecem maior atenção?

 

A Diretiva NIS2 trouxe novas exigências de cibersegurança para as organizações abrangidas. Entre avaliações de risco, medidas de proteção, gestão de incidentes e responsabilidades da administração, é natural que surjam dúvidas sobre como organizar a preparação.

Nos nossos artigos anteriores, abordámos “NIS2: O que muda para quem decide?”, e o que muda na responsabilidade dos órgãos de gestão. Agora, importa olhar para o que vem a seguir.

Afinal, que decisões devem ser tomadas primeiro? E como garantir que os investimentos em cibersegurança respondem aos riscos reais da organização?

 

1. Identificar o que precisa de maior atenção

O primeiro passo consiste em compreender quais sistemas, serviços e processos apresentam maior exposição ao risco.

Uma organização pode ter várias medidas de segurança implementadas e, ainda assim, manter vulnerabilidades que comprometem a sua operação.

Por exemplo, existem sistemas críticos sem monitorização adequada? Os acessos privilegiados estão devidamente protegidos? Os backups são regularmente testados?

Estas questões ajudam a identificar fragilidades e a perceber onde é necessário intervir com maior urgência.

 

2. Definir prioridades e responsabilidades

Depois de identificados os principais riscos, é necessário transformar essas informações em decisões concretas.

O artigo 21.º da NIS2 prevê medidas técnicas, operacionais e organizativas proporcionais aos riscos, abrangendo áreas como a gestão de incidentes, a segurança da cadeia de abastecimento, o controlo de acessos e a continuidade das atividades.

Na prática, a organização deve conseguir responder a três questões:

  • O que precisa de ser feito? Identificar as medidas necessárias para reduzir os riscos.

  • Quem será responsável? Definir quem aprova, implementa e acompanha cada medida.

  • Quando deve estar concluído? Estabelecer prioridades e prazos realistas.

Sem esta organização, existe o risco de se investir em novas ferramentas enquanto vulnerabilidades importantes continuam por resolver.

 

3. Testar a capacidade de resposta e recuperação

Imagine que amanhã um incidente de cibersegurança compromete um dos sistemas mais importantes da sua organização.

Quanto tempo demoraria a ser detetado? Quem tomaria as primeiras decisões? E quanto tempo seria necessário para recuperar a operação?

A NIS2 reforça a importância da gestão de incidentes e da continuidade operacional. Por isso, a preparação deve incluir procedimentos de resposta, mecanismos de deteção, planos de recuperação e testes que permitam avaliar a sua eficácia.

A existência de um plano documentado é importante, mas a sua utilidade depende também da capacidade de o executar quando necessário.

 

4. Acompanhar o que está a ser implementado

Os riscos de cibersegurança evoluem à medida que surgem novas ameaças, tecnologias e dependências operacionais.

Por esse motivo, as medidas implementadas devem ser regularmente avaliadas e ajustadas.

O acompanhamento deve permitir perceber quais as vulnerabilidades corrigidas, que riscos permanecem por resolver e se os mecanismos de proteção e recuperação continuam adequados.

É também nesta fase que o envolvimento da gestão se torna essencial para assegurar recursos, acompanhar resultados e tomar decisões sobre as prioridades seguintes.

 

NIS2: As próximas decisões começam agora

A preparação para a NIS2 exige uma visão clara dos riscos, das medidas existentes e das prioridades de cada organização.

Na ORBCOM, apoiamos as empresas na avaliação da sua infraestrutura tecnológica e na implementação de medidas de proteção, monitorização, resposta a incidentes e recuperação.

Mas sabemos que, perante tantas exigências, nem sempre é fácil perceber qual deve ser o próximo passo.

E se pudesse esclarecer as suas dúvidas diretamente com especialistas em cibersegurança?

NIS2 - Webinar - Banner - Blog

Perguntas frequentes

Uma empresa está mais preparada para implementar inteligência artificial quando os seus sistemas comunicam entre si, os dados estão organizados e protegidos, a infraestrutura consegue suportar novas exigências e existe uma responsabilidade clara pela integração da IA. Antes de escolher uma ferramenta, é importante avaliar estes quatro elementos.

Antes de investir em IA, uma empresa deve avaliar quatro áreas principais: integração dos sistemas, localização e segurança dos dados, capacidade da infraestrutura e responsabilidade pela integração. A tecnologia de IA pode ser poderosa, mas o seu valor depende da capacidade da empresa para lhe disponibilizar dados, sistemas e infraestrutura adequados.

A infraestrutura deve conseguir suportar maior processamento de dados, tráfego e exigência sobre a cloud e a rede. Antes de implementar IA, a empresa deve avaliar se a infraestrutura atual consegue acompanhar estas necessidades. Caso contrário, a implementação pode tornar-se lenta, instável ou mais dispendiosa do que o previsto.

 

O primeiro passo é garantir que os sistemas comunicam entre si e que os dados necessários estão acessíveis de forma estruturada e segura. CRM, ERP, sistemas operacionais e outras fontes de informação não devem funcionar como silos. Também é essencial definir quem pode aceder aos dados e como esses acessos são controlados.

Os principais riscos incluem sistemas que não comunicam entre si, acesso inadequado a dados, infraestrutura insuficiente e falta de responsabilidade clara pela integração. A IA pode também aumentar a superfície de acesso à informação da empresa. Por isso, segurança, gestão de acessos e integração devem ser consideradas antes da implementação, e não apenas depois.

Gostou?

Subscreva a nossa newsletter e fique a par de todas as novidades!

Quer saber mais sobre a ORBCOM? Fale com um especialista

Se quiser conhecer melhor a ORBCOM e perceber como os nossos produtos, serviços de consultoria e outsourcing se enquadram na sua realidade, fale com um especialista.