NIS2

NIS 2. Sabe por onde começar?

 

Entre conhecer os requisitos da NIS2 e conseguir aplicá-los à realidade da sua organização, há decisões que não podem continuar por tomar.

 

 

Um dos temas que mais tem marcado a agenda empresarial é a Diretiva NIS2, que reforça as exigências de cibersegurança para as organizações abrangidas, desde a gestão de riscos e proteção de sistemas críticos até à resposta a incidentes e continuidade operacional.

Mas, como em tudo, a teoria é muito boa. A dúvida surge quando chega o momento de a colocar em prática… Como começar? E por onde? Que sistemas precisam de maior proteção? Que vulnerabilidades devem ser corrigidas primeiro? Quem assume a responsabilidade por cada medida?

São questões legítimas, cuja resposta exige uma avaliação da situação atual e a definição de um plano de ação ajustado aos riscos e às necessidades da organização.

O primeiro passo é perceber onde estão as falhas

A existência de firewalls, backups ou ferramentas de monitorização não garante, por si só, que uma organização está preparada para responder aos requisitos da NIS2.

É necessário compreender como estas medidas funcionam, que sistemas protegem e quais os riscos que continuam por resolver.

Uma análise de lacunas, também conhecida como gap analysis, permite comparar as práticas existentes com os requisitos aplicáveis, identificar vulnerabilidades e estabelecer prioridades.

Por exemplo, uma empresa pode realizar backups diariamente, mas nunca ter testado quanto tempo demora a recuperar os seus sistemas após um incidente. Essa diferença pode comprometer a continuidade da operação.

Das prioridades às medidas concretas

Depois de identificar os principais riscos, é necessário definir o que fazer, quem será responsável e em que prazo.

O artigo 21.º da NIS2 estabelece áreas fundamentais para a gestão dos riscos de cibersegurança, incluindo controlo de acessos, gestão de incidentes, segurança da cadeia de abastecimento, continuidade das atividades e avaliação da eficácia das medidas implementadas.

Na prática, um plano de ação deve contemplar:

  • Avaliação de riscos: identificar sistemas críticos, vulnerabilidades e dependências.
  • Proteção e prevenção: reforçar acessos, atualizar sistemas e implementar medidas adequadas.
  • Deteção e resposta: estabelecer mecanismos de monitorização e procedimentos de gestão de incidentes.
  • Continuidade operacional: garantir a existência de planos de recuperação e testar a sua eficácia.
  • Acompanhamento: definir responsáveis, prazos e mecanismos de avaliação.

Estas medidas devem ser proporcionais à exposição ao risco e à realidade operacional de cada organização.

A preparação exige continuidade

A implementação de um plano de ação é um ponto de partida. Novas vulnerabilidades, alterações tecnológicas e mudanças na operação exigem que os riscos sejam regularmente reavaliados.

A NIS2 reforça também a responsabilidade dos órgãos de direção na aprovação e supervisão das medidas de gestão dos riscos de cibersegurança, tornando essencial a articulação entre as equipas técnicas e a gestão.

 

Na ORBCOM, ajudamos as organizações a avaliar a sua infraestrutura, identificar riscos e implementar medidas de cibersegurança que reforçam a proteção, a monitorização e a capacidade de resposta e recuperação.

A sua organização sabe quais são as lacunas que precisa de corrigir primeiro?

Identificá-las hoje pode evitar que se tornem um problema crítico amanhã.

Se ainda tem dúvidas sobre os requisitos da NIS2 ou sobre a sua aplicabilidade, visite a nossa página dedicada à NIS2 e conheça os principais aspetos da regulamentação.

Para aprofundar o tema, preparámos também o nosso primeiro e-book, “NIS2: O que mudou, quem é o responsável e quais os próximos passos para a sua organização”, um guia prático para compreender as novas exigências e dar os primeiros passos na preparação da sua organização.

Perguntas frequentes

Uma empresa está mais preparada para implementar inteligência artificial quando os seus sistemas comunicam entre si, os dados estão organizados e protegidos, a infraestrutura consegue suportar novas exigências e existe uma responsabilidade clara pela integração da IA. Antes de escolher uma ferramenta, é importante avaliar estes quatro elementos.

Antes de investir em IA, uma empresa deve avaliar quatro áreas principais: integração dos sistemas, localização e segurança dos dados, capacidade da infraestrutura e responsabilidade pela integração. A tecnologia de IA pode ser poderosa, mas o seu valor depende da capacidade da empresa para lhe disponibilizar dados, sistemas e infraestrutura adequados.

A infraestrutura deve conseguir suportar maior processamento de dados, tráfego e exigência sobre a cloud e a rede. Antes de implementar IA, a empresa deve avaliar se a infraestrutura atual consegue acompanhar estas necessidades. Caso contrário, a implementação pode tornar-se lenta, instável ou mais dispendiosa do que o previsto.

 

O primeiro passo é garantir que os sistemas comunicam entre si e que os dados necessários estão acessíveis de forma estruturada e segura. CRM, ERP, sistemas operacionais e outras fontes de informação não devem funcionar como silos. Também é essencial definir quem pode aceder aos dados e como esses acessos são controlados.

Os principais riscos incluem sistemas que não comunicam entre si, acesso inadequado a dados, infraestrutura insuficiente e falta de responsabilidade clara pela integração. A IA pode também aumentar a superfície de acesso à informação da empresa. Por isso, segurança, gestão de acessos e integração devem ser consideradas antes da implementação, e não apenas depois.

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