Antes de investir em IA, faça estas quatro perguntas à empresa

A IA só é tão inteligente quanto a tecnologia que a rodeia

O tema da edição deste ano do Portugal Digital Summit é direto: “A Era dos Agentes de IA – o novo motor da economia digital.” E é mesmo isso que estamos a viver. Cada vez mais empresas portuguesas estão a testae ou já a usar agentes de IA para automatizar tarefas, apoiar decisões e ganhar tempo às suas equipas.

Mas há uma pergunta que quase ninguém faz antes de avançar: de onde é que o agente de IA vai buscar a informação para funcionar?

Um agente de IA não trabalha sozinho

Um agente de IA que responde a um cliente precisa de aceder ao histórico desse cliente. Um agente que otimiza rotas de entrega precisa de dados em tempo real da frota. Um agente que ajuda a equipa financeira precisa de números atualizados, protegidos e corretos.

Ou seja, um agente de IA não é uma peça isolada. É uma camada que se apoio em tudo o que já existe por baixo – a segurança que protege os dados, a infraestrutura que os guarda, a rede que os transporta, os sistemas que os produzem.

Se essas camadas forem geridas por fornecedores diferentes, que não comunicam entre si, o agente AI esbarra exatamente no problema que devia resolver: informação fragmentada, acessos inconsistentes, dados desatualizados ou mal protegidos.

 

Porque é que isto importa mais do que parece

Não é um problema técnico distante – é o motivo mais comum pelo qual projetos de IA nas empresas demoram mais tempo do que o previsto, ou nunca chegam a sair da fase de piloto. Não é a tecnologia de IA em si que falha. É a base sobre a qual ela é construída.

Um empresa que tem a cibersegurança com um fornecedor, a cloud com outro, a rede com outro e os sistemas internos desenvolvidos por um quarto, está, sem querer, a construir várias línguas diferentes que depois espera que um agente de IA saiba falar todas ao mesmo tempo.

 

O que muda quando é a mesma equipa a tratar de tudo?

Quando é o mesmo parceiro a gerir a cibersegurança, a cloud, a rede e o desenvolvimento à medida, essa fragmentação deixa de existir por definição. Não é preciso coordenar reuniões entre quatro fornecedores para perceber porque é a mesma equipa que desenhou os dois lados da ligação.

Isto não significa que a Orbcom “vende IA”. A Orbcom é, e continua a ser, o parceiro que constrói e mantém o ecossistema tecnológico sobre o qual a IA – seja ela qual for, de que fornecedor for – consegue efetivamente funcionar bem: com dados protegidos, sistemas ligados e infraestrutura preparada. É essa a ideia que levamos este ano ao Portugal Digital Summit: A sua empresa não é feita de peças soltas. A IA também não funciona sozinha.

Fale connosco no evento

Se a sua empresa está a pensar em dar os primeiros passos com IA – ou já deu esses passos e sentiu esta fragmentação na pele – vamos estar no Portugal Digital Summit, no dia 21 de outubro, com uma equipa pronta para conversar sobre o que está, hoje, a travar ou a preparar a sua empresa para essa transição. Agende uma reunião connosco no stand.

Perguntas frequentes

Uma empresa está mais preparada para implementar inteligência artificial quando os seus sistemas comunicam entre si, os dados estão organizados e protegidos, a infraestrutura consegue suportar novas exigências e existe uma responsabilidade clara pela integração da IA. Antes de escolher uma ferramenta, é importante avaliar estes quatro elementos.

Antes de investir em IA, uma empresa deve avaliar quatro áreas principais: integração dos sistemas, localização e segurança dos dados, capacidade da infraestrutura e responsabilidade pela integração. A tecnologia de IA pode ser poderosa, mas o seu valor depende da capacidade da empresa para lhe disponibilizar dados, sistemas e infraestrutura adequados.

A infraestrutura deve conseguir suportar maior processamento de dados, tráfego e exigência sobre a cloud e a rede. Antes de implementar IA, a empresa deve avaliar se a infraestrutura atual consegue acompanhar estas necessidades. Caso contrário, a implementação pode tornar-se lenta, instável ou mais dispendiosa do que o previsto.

 

O primeiro passo é garantir que os sistemas comunicam entre si e que os dados necessários estão acessíveis de forma estruturada e segura. CRM, ERP, sistemas operacionais e outras fontes de informação não devem funcionar como silos. Também é essencial definir quem pode aceder aos dados e como esses acessos são controlados.

Os principais riscos incluem sistemas que não comunicam entre si, acesso inadequado a dados, infraestrutura insuficiente e falta de responsabilidade clara pela integração. A IA pode também aumentar a superfície de acesso à informação da empresa. Por isso, segurança, gestão de acessos e integração devem ser consideradas antes da implementação, e não apenas depois.

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